Desembargadora que liberou bets já foi investigada

Magistrada do TRF-3 acumula histórico de denúncias e processos disciplinares; decisão sobre plataformas será contestada pela AGU.

A desembargadora federal Adriana Pileggi de Soveral, responsável por autorizar a volta de três casas de apostas proibidas pelo governo federal, acumula um histórico de investigações por suspeitas de corrupção, enriquecimento ilícito e abuso de autoridade. Integrante do TRF-3, a magistrada já foi afastada das funções e respondeu a processos disciplinares.

O passado da desembargadora voltou ao centro das atenções após a liminar que permitiu a retomada das operações das plataformas Casa de Apostas, Betsul e Jogo Online. Ela considerou um confisco o cancelamento da autorização sem devolução dos valores pagos. A decisão será contestada pela Advocacia-Geral da União.

Investigações anteriores

Entre os episódios mais graves está a Operação Anaconda, da Polícia Federal, em 2005. Na ocasião, Adriana foi denunciada pelo Ministério Público Federal por corrupção passiva. O STJ anulou a sessão que havia determinado seu afastamento, permitindo o retorno ao cargo.

As suspeitas também alcançaram o patrimônio da magistrada em 2017, quando o MPF ajuizou ação de improbidade administrativa por enriquecimento ilícito. A defesa nega irregularidades e os procedimentos anteriores não possuem relação com a decisão recente sobre as apostas.

Com informações apuradas originalmente via fonte da matéria.

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