A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (25), a Operação Litorânea, voltada ao combate do tráfico de drogas e de crimes violentos na Região Sul do Espírito Santo. A ação cumpre, ao todo, 11 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão nos municípios de Anchieta, Itapemirim, Marataízes e Presidente Kennedy.
Segundo a corporação, o objetivo da operação é prender pessoas já investigadas e reunir provas relacionadas ao tráfico de drogas e a crimes violentos cometidos na região. A ação integra as delegacias de Piúma, Marataízes e Presidente Kennedy, além de equipes da 9ª e da 10ª Delegacias Regionais e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Também dão suporte à operação a Polícia Militar, a Polícia Penal, o Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (NOTaer) e as Guardas Civis Municipais de Itapemirim e Presidente Kennedy.

A Operação Litorânea faz parte de uma mobilização estadual maior, batizada de Operação Cerco Integrado, coordenada pela Delegacia-Geral da Polícia Civil, que reúne ações simultâneas em diferentes regiões do Espírito Santo. Até a publicação da matéria original, o balanço parcial no Sul do estado era de nove prisões, quatro armas de fogo apreendidas e dois veículos recolhidos — um deles blindado —, além de drogas apreendidas.

A mobilização não ficou restrita ao Sul: na Região Norte, ações simultâneas em Linhares, Aracruz e São Mateus miraram suspeitos de homicídios e tráfico de drogas, resultando em cinco prisões e a apreensão de um adolescente, além de armas, drogas e dinheiro. Já na quinta-feira (24), a Operação Cerco Integrado teve uma etapa na Região Noroeste — a chamada Operação Nexus —, que resultou em 19 prisões e na apreensão de dois adolescentes em cidades como Colatina, Nova Venécia, Barra de São Francisco e Pinheiros, além de Ipatinga (MG).
De acordo com a Polícia Civil, entre janeiro e agosto deste ano foram realizadas 10.873 ações policiais operacionais em todo o Espírito Santo — um aumento de 12,7% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram 9.648 ações. Para o delegado-geral da corporação, Jordano Bruno, a estratégia busca ampliar o uso de inteligência, investigação e tecnologia no combate a estruturas criminosas.














