Depois da euforia registrada logo após o primeiro turno das eleições, o mercado financeiro brasileiro mudou de direção nesta quarta-feira (7/10). O dólar voltou a subir e o Ibovespa operava em queda ao longo da tarde, em um movimento puxado principalmente por fatores externos.
Por volta das 15h20, o dólar comercial era negociado perto de R$ 5,00, com leve alta no dia, enquanto o Ibovespa recuava para a casa dos 205 mil pontos — chegando a atingir mínimas sucessivas ao longo do pregão. O cenário eleitoral segue no radar dos investidores, mas, nesta quarta, o principal fator de influência foi o exterior, com o mercado de olho na ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, banco central americano) e em falas de autoridades do Banco Central brasileiro em eventos do dia.
O movimento marca uma reversão em relação aos dois primeiros pregões da semana. Na segunda-feira (5/10), o mercado havia reagido com forte otimismo ao resultado do primeiro turno — que colocou Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) —, com o dólar caindo mais de 4%, para a casa dos R$ 5, e o Ibovespa disparando quase 8%, superando pela primeira vez os 200 mil pontos e renovando sua máxima histórica.
Já na terça-feira (6/10), o dólar seguiu em queda, fechando a R$ 4,97 — a menor cotação em quase cinco meses —, enquanto o Ibovespa registrou uma correção de 0,53% após a forte alta do dia anterior.
Com a definição do segundo turno marcada para 25 de outubro, o mercado deve seguir monitorando de perto os desdobramentos do cenário eleitoral, além dos indicadores econômicos internacionais.
Com informações de InfoMoney e Money Times.





