O cronograma de modernização da BR-101 no Espírito Santo ganhou novos prazos e metas definidas. De acordo com o plano de investimentos viabilizado pelo novo acordo de otimização do contrato de concessão da rodovia, as obras de duplicação no trecho Sul avançam de forma contínua, com a meta contratual de atingir o município de Atílio Vivácqua até agosto de 2028.
As intervenções fazem parte de um pacote robusto de melhorias estruturais geridas pela concessionária Eco101 (Ecovias Capixaba). No total, o subtrecho Sul compreende um gargalo estratégico de aproximadamente 46 quilômetros de extensão, que conecta os municípios de Iconha e Atílio Vivácqua, passando também por perímetros de Rio Novo do Sul e as imediações do acesso a Cachoeiro de Itapemirim.
Entregas parciais e fluxo contínuo
Para mitigar os impactos no trânsito e garantir o benefício imediato aos motoristas, a concessionária adota a estratégia de liberações parciais. À medida que os segmentos de pista nova e restauração da via antiga são concluídos, os trechos são abertos ao fluxo de veículos. Entre as próximas entregas projetadas para o curto prazo no corredor Sul, destacam-se os segmentos adjacentes que ligam as regiões de Alfredo Chaves e Piúma.
O planejamento visa consolidar, até o segundo semestre de 2028, um corredor ininterrupto de pistas duplicadas com cerca de 230 quilômetros de extensão, interligando Atílio Vivácqua, no Sul, até João Neiva, na região Norte do estado.
R$ 7 bilhões em investimentos e foco na segurança
A aceleração das frentes de trabalho nas duas extremidades da rodovia — que também inclui os contornos de Fundão e Ibiraçu no Norte — é impulsionada por um aporte financeiro global estimado em R$ 7 bilhões ao longo do contrato repactuado.
Segundo autoridades estaduais e a diretoria da concessionária, além de ampliar a capacidade de escoamento logístico e potencializar o desenvolvimento econômico do Sul capixaba, o principal objetivo da duplicação é a preservação de vidas. Historicamente marcado pelo alto índice de colisões frontais severas, o trecho de pista simples receberá separações físicas entre as faixas, novas interseções em desnível, viadutos e retornos, eliminando pontos críticos de acidentes e elevando o limite de velocidade regulamentada com segurança para até 80 km/h em áreas já modernizadas.
O avanço das frentes de serviço segue dependente do cumprimento das etapas de licenciamento ambiental de instalação (LI) e dos processos de desapropriação de faixas rurais, que estão sendo conduzidos em ritmo acelerado para assegurar o cumprimento do prazo limite em 2028.

