PF desarticula esquema de anabolizantes no Sul do ES; R$ 750 mil em espécie são apreendidos

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (14), uma operação de grande escala para combater o comércio ilegal de substâncias anabolizantes e medicamentos sem procedência. A ofensiva, que mobilizou cerca de 50 agentes e fiscais, resultou na apreensão de uma quantia impressionante de dinheiro vivo: R$ 750 mil.

Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária. As diligências ocorreram em quatro municípios do Sul do Espírito Santo e em duas cidades do estado de São Paulo.


Onde a PF atuou:

As equipes estiveram em endereços estratégicos para desmantelar a logística do grupo:

  • Espírito Santo: Cachoeiro de Itapemirim, Muqui, Atílio Vivácqua e Ibitirama.
  • São Paulo: Santos e São José dos Campos.

A localização exata de onde ocorreu a prisão temporária não foi divulgada pela PF para preservar o andamento das investigações.

Investigação e Apreensões

O cerco é um desdobramento de uma investigação iniciada em 2025. Segundo a PF, o esquema não apenas persistiu, como envolveu alvos que já eram monitorados anteriormente. O balanço da operação impressiona pela quantidade de bens recolhidos:

  • Dinheiro: R$ 750 mil em espécie.
  • Medicamentos: Dezenas de frascos de anabolizantes e outros fármacos proibidos.
  • Bens: Veículos e aparelhos celulares dos investigados.

“Os celulares serão encaminhados para perícia técnica federal com o objetivo de aprofundar as investigações e identificar possíveis outros envolvidos no esquema criminoso”, afirmou a corporação em nota.


Força-Tarefa e Penalidades

A operação foi um esforço conjunto que contou com a participação de 40 policiais federais, oito policiais militares e fiscais do Conselho Regional de Farmácia (CRF), garantindo o rigor técnico na identificação das substâncias.

Os envolvidos estão na mira do Artigo 273 do Código Penal, que trata da falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais. Se condenados, as penas são severas, dada a gravidade do risco à saúde pública, além de outros crimes que possam surgir no decorrer do processo.

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