Correios reduzem cargos de 32 para 18 em plano de reestruturação

Correios aprova contratação de empréstimo, mas depende da avaliação do Tesouro Nacional | Foto: Divulgação/Correios

No ano passado, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões | Foto: Divulgação/ Correios

Os Correios encaminharam ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) uma proposta para reduzir de 32 para 18 o número de cargos na estrutura da empresa. A medida integra o plano de reestruturação e depende de aprovação até o início de abril.

A estatal decidiu aplicar as mudanças apenas a futuras contratações. Os funcionários atuais poderão optar por migrar para o novo modelo, mas a empresa manterá as posições vigentes para quem preferir permanecer, conforme prevê a legislação trabalhista.

Os Correios pretendem criar incentivos para estimular a adesão ao novo plano. No entanto, buscam evitar benefícios que elevam custos em um momento de recuperação financeira.

A proposta altera atribuições e permite maior mobilidade interna. Hoje, a empresa limita funções específicas, como atendimento, tratamento e distribuição.

O plano prevê a extinção de cargos como dentista, médico e enfermeiro. A estatal considera essas funções passíveis de terceirização, sobretudo porque já não mantém ambulatórios próprios.

A Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, vinculada ao MGI, analisa os detalhes. A legislação eleitoral impede mudanças em cargos e salários depois do prazo estabelecido.

Enquanto aguarda a aprovação, a empresa executa outras medidas do plano. Entre elas estão o Programa de Demissão Voluntária (PDV) e a adoção da escala de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso em alguns setores.

Correis intensificam comunicação para tentar ampliar adesão ao PDV

Os Correios registraram adesão de 2.117 empregados ao PDV até a última terça-feira, 24. O número representa 21% da meta de 10 mil desligamentos prevista para 2026. A empresa projetou mais 5 mil saídas voluntárias para 2027.

A estatal intensificou a comunicação interna para ampliar a adesão ao PDV. A empresa promove palestras e canais de atendimento para esclarecer dúvidas.

Caso não atinja a meta, a direção admite a possibilidade de demissões futuras. A companhia avalia que a situação financeira pode justificar a medida do ponto de vista jurídico.

A nova gestão, comandada por Emmanoel Rondon, identificou um rombo de R$ 20 bilhões no caixa da estatal. No ano passado, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos para cobrir parte das necessidades financeiras.

Fonte: Revista Oeste

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