O Paraguai voltou a gerar debates nas redes sociais após repercutir a informação de que o país estaria seguindo uma linha semelhante à adotada por El Salvador em temas ligados à identidade de gênero nas escolas. Publicações que viralizaram afirmam que o governo paraguaio pretende reforçar no ambiente escolar o ensino baseado apenas no sexo biológico masculino e feminino.
A frase em espanhol “solo existen hombres y mujeres”, traduzida para o português como “só existem homens e mulheres”, passou a circular em páginas políticas e conservadoras da América Latina, sendo celebrada por grupos que defendem uma educação sem discussões sobre identidade de gênero dentro das salas de aula.
O Paraguai já possui um histórico de posições mais conservadoras em comparação com outros países da região quando o assunto envolve pautas de gênero e movimentos LGBTQIA+. O país não possui lei de identidade de gênero e frequentemente registra debates intensos sobre temas ligados à educação sexual e diversidade nas escolas.
Nas redes sociais, apoiadores da medida afirmam que o foco da escola deve ser ensino tradicional, português, matemática e ciências, sem conteúdos ideológicos. Já críticos dizem que esse tipo de discurso pode aumentar preconceitos e excluir estudantes que não se identificam com padrões tradicionais de gênero.
O debate ganhou ainda mais força porque El Salvador, citado nas publicações, também vem sendo associado internacionalmente a políticas conservadoras adotadas pelo governo Nayib Bukele. Internautas favoráveis às medidas afirmam que países latino-americanos estariam reagindo ao avanço de pautas progressistas na educação, enquanto opositores enxergam risco de retrocesso em direitos civis e debates sobre diversidade.






