Morte aconteceu em voo da British Airways entre Hong Kong e Londres; empresa afirma que ‘procedimentos foram corretamente seguidos’
Uma morte a bordo de um voo de longa distância da British Airways transformou a viagem entre Hong Kong e Londres em um episódio descrito por passageiros e tripulantes como um “pesadelo a 35 mil pés”.
Segundo o jornal New York Post, o corpo de uma mulher de 60 anos permaneceu por mais de 13 horas em uma área de serviço do avião.
A passageira faleceu ainda na primeira hora do voo BA32, mas a aeronave seguiu até o destino final, no aeroporto de Heathrow.
A decisão de não retornar ao ponto de origem reflete, de acordo com fontes ouvidas pelo The Post, o protocolo adotado em casos do tipo.
“Se o passageiro já morreu, isso não é visto como uma emergência”, disse uma fonte. Sem um procedimento único para situações dessa natureza, a tripulação teve de improvisar.

Segundos empresa, todos os procedimentos foram devidamente seguidos | Foto: Reprodução/X
A possibilidade de manter o corpo em um dos banheiros foi descartada, e a equipe optou por envolvê-lo e acomodá-lo em uma área traseira do avião.
“Muitos queriam voltar para Hong Kong”, disse outro relato. “Mas, para ser direto, o caso não é tratado como emergência.”
Ao longo do voo, passageiros relataram desconforto crescente. Já na descida, um “odor desagradável” teria se espalhado pela parte traseira da cabine, agravando o mal-estar a bordo.
No pouso em Londres, a polícia aguardava a aeronave e determinou que os 331 passageiros permanecessem sentados por cerca de 45 minutos para a apuração do caso.
British Airways rolls out Starlink.
— Rob Boyd, Esq (@AvonandsomerRob) March 20, 2026
Based. pic.twitter.com/fHf4ETNWCL
Companhia diz que todos os procedimentos foram seguidos no avião
Em nota, a British Airways afirmou que “todos os procedimentos foram corretamente seguidos” e destacou que “não existe um protocolo único para lidar com mortes em voo”.
A companhia acrescentou: “Nossos pensamentos estão com os amigos e familiares da passageira.”
Apesar de não haver registro de queixas formais, o episódio deixou marcas na tripulação. Alguns profissionais teriam se afastado temporariamente depois do ocorrido, em razão do impacto emocional.




