A Justiça de São Paulo manteve a condenação do guarda civil municipal (GCM) que matou a própria cachorra com um tiro na cabeça em São Vicente, no litoral do estado, em 2023. O homem alegou que cometeu o crime após um momento de “surto” ao ficar sabendo que seus pais haviam sido atacados pela cadela da raça pit-bull.
Após condenação na primeira instância, a defesa do GCM entrou com recurso alegando que ele atirou no animal em defesa dos familiares. O relator do recurso, no entanto, rejeitou a versão. Segundo o desembargador, o crime não aconteceu “em um momento em que se constatava que a cadela representasse perigo atual”. A pena foi fixada em três anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial aberto.
Câmera flagrou tiro em cadela
O tiro do GCM na própria cadela foi registrado por uma câmera de segurança (veja abaixo). As imagens mostram o homem de moto na Rua Luis Lafraia, bairro Beira Mar. Ele pega o animal no colo e efetua o disparo na cabeça. O autor do crime deixa o local em seguida.
Pouco tempo depois, enquanto vizinhos tentavam entender o que havia acontecido, o suspeito volta e usa um saco preto para retirar o corpo da cadela da via. O caso foi registrado no 2º Distrito Policial de São Vicente.
Suposto surto
- À polícia, o suspeito disse que atirou no animal de estimação em um momento de “surto”.
- Ele afirmou que havia recebido uma ligação de sua mãe dizendo que teria sido atacada pela cadela. O GCM teria, então, saído de moto à procura do animal e o encontrou “transtornado”.
- Para a polícia, no entanto, a versão não é compatível com as imagens da câmera de segurança.
- A mãe do GCM disse à polícia que foi mordida pela cadela na perna e no braço e que seu marido, pai do suspeito, foi mordido na barriga.



