Governo Trump volta a pressionar Ministro do STF em declaração que menciona o 7 de Setembro

O governo norte-americano, por meio de um subsecretário de Diplomacia Pública, voltou a criticar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e prometeu que continuará a tomar “medidas cabíveis” em relação a ele. A declaração, que fez uma referência ao Dia da Independência do Brasil, foi divulgada na noite desta segunda-feira (8), reacendendo as tensões diplomáticas e políticas.

Em uma publicação em sua conta na rede social X (anteriormente Twitter), o subsecretário Darren Beattie, figura de destaque na diplomacia do governo americano, afirmou que Moraes seria o “principal arquiteto” de uma “perseguição” contra um ex-presidente brasileiro. A mensagem, direcionada tanto a brasileiros quanto a americanos, aconselhou os aliados de Moraes no judiciário e em outras esferas a “não auxiliar ou encorajar” o que foi chamado de comportamento sancionado do ministro, indicando que a situação está sob monitoramento constante.

A manifestação ocorre na véspera da retomada do julgamento do ex-presidente no STF e é vista como um novo episódio na série de pressões externas sobre o Poder Judiciário brasileiro. A ação é amparada pela Lei Magnitsky, que permite aos Estados Unidos aplicar sanções contra autoridades estrangeiras acusadas de violações de direitos humanos ou corrupção. Em decorrência dessa lei, Moraes já teve bens e interesses sob jurisdição americana bloqueados.

A iniciativa de pressionar o ministro do STF foi articulada por aliados do ex-presidente, que viajaram a Washington em busca de sanções contra ele. A nota de Beattie reforça a posição do governo americano sobre o assunto, que tem sido um foco de sua diplomacia pública. O ministro, por sua vez, já se manifestou publicamente sobre o tema, afirmando que a “soberania nacional não seria vilipendiada ou extorquida” e que o STF “sempre será inflexível na defesa da soberania nacional” e não se curvará a pressões internas e externas.

Além do impacto político, a notícia destaca a complexidade do cenário atual, onde as disputas internas do Brasil ganham eco no exterior e se tornam parte de uma agenda diplomática. As investigações sobre a atuação de redes de desinformação e as decisões judiciais que resultaram na prisão e no bloqueio de bens de empresários, políticos e influenciadores digitais, foram duramente criticadas pelos aliados do ex-presidente, que buscavam o apoio de Washington para reverter as decisões de Moraes.

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