Jogo de terror e namorada virtual motivaram triplo homicídio em família no Rio

Jovem de 14 anos mata os pais e o irmão mais novo, no interior do Rio.  (Reprodução/.)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou, em coletiva de imprensa nesta terça-feira, a chocante participação de uma namorada virtual de 15 anos no planejamento do brutal assassinato de um casal e seu filho de 3 anos, em Itaperuna, Noroeste Fluminense. O crime, cometido por um adolescente de 14 anos, filho e irmão das vítimas, teria sido inspirado no jogo de terror “The Coffin of Andy and Leyley”.

A adolescente foi apreendida na noite desta segunda-feira em sua casa, no Mato Grosso, após a polícia localizar mensagens trocadas entre ela e o garoto na madrugada do crime. O conteúdo das conversas revelou o incentivo da jovem à ação, levando a polícia a considerá-la coautora do triplo homicídio.

Segundo a investigação, o casal mantinha um relacionamento virtual, iniciado em um jogo de videogame. O desejo de um encontro presencial, vetado pelos pais do garoto, teria sido a principal motivação para o crime hediondo.


Enredo Sombrio do Jogo e Alerta das Autoridades

De acordo com a Polícia Civil, os adolescentes eram fãs do jogo “The Coffin of Andy and Leyley”, cujo enredo aborda temas perturbadores como abuso, assassinato e transtornos psicológicos, já tendo sido alvo de proibição em outros países. “Em toda a minha história, nunca vi um caso como esse”, afirmou o delegado Carlos Augusto durante a coletiva, chocando-se com a frieza e o planejamento demonstrados pelos jovens.


Detalhes do Crime e Orientação em Tempo Real

Na madrugada de 21 de junho, o garoto esperou que seus pais e irmão dormissem e utilizou a arma do pai para executá-los com tiros na cabeça. Em seguida, arrastou os corpos para a cisterna da casa, em uma tentativa de ocultar o crime. Durante toda a ação, os dois adolescentes permaneceram trocando mensagens, com a jovem orientando o passo a passo e indicando formas para que o garoto não fosse descoberto.

“É importante alertar as famílias sobre os riscos desses jogos. Precisamos monitorar os adolescentes o tempo todo na internet”, ressaltou o delegado, reforçando a necessidade de vigilância e diálogo sobre o conteúdo que os jovens consomem online.

Os adolescentes estão apreendidos provisoriamente e, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), podem permanecer internados por, no máximo, três anos.

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